Portal de Emoções...lovers-poems.comrecados.oriza.netorizamartins.commessages.oriza.net

Muito Além do Pôr-do-sol... uma cena de amor


 

Frases de Amor, por William Shakespeare

Poemas e Frases de Fernando Pessoa

Poemas de Amor

Lindos poemas em português

 

A cena a seguir, entre os protagonistas Erik e Renata, faz parte do romance Muito além do Pôr-do-sol, de Oriza Martins

Personagens:

Major Erik von Lannenberg - oficial do exército alemão

Renata - uma brasileira em trânsito pela França, detida em um destacamento militar germânico durante a Segunda Guerra Mundial

Veja o resumo do romance: páginas 1 - 2 - 3

* * * *

Paixões em conflito

A manhã surgiu fria e silenciosa. Nevara bastante durante a madrugada. Movida pela sensação de ira que experimentara durante a noite, Renata levantou-se como um autômato, decidida a devolver a Erik a pasta com os documentos históricos e a exigir uma tomada de decisão quanto a sua situação no solar.

            Desceu a escadaria com o semblante sério, carregado, e adentrou o gabinete com passos decisivos, jogando a pasta sobre a mesa. Erik levantou-se rapidamente percebendo o nervosismo da jovem.

            – Eis seus valiosos documentos! – disse a jovem duramente. – Termine o trabalho sozinho. Você deve conhecer sânscrito também, não?

            – Calma, Renata. – Vamos conversar... – principiou a dizer Erik, acercando-se dela.

            – Calma, que calma?! – falava Renata, alterando-se. – Chega! Estou farta de ficar interceptada aqui, de ser tratada como um objeto! Exijo meus documentos, minha liberdade!

            – Um objeto?! Tratada como um objeto?! – rebateu Erik, incrédulo. – Eu tenho me desdobrado em tratá-la com respeito, com cortesia, com consideração...

            – Respeito?! – gritou ela. – Esquece-se de que sou uma prisioneira inocente? Que você é meu algoz?! Isso é respeito por um ser humano? Eu não pedi para estar aqui! Foi você quem me reteve, me seqüestrou, me encarcerou!

            Renata despejava sobre ele toda sua revolta, levando-o a reagir. Erik sentiu seu sangue germânico vibrar e, pela primeira vez, falou-lhe duramente, com uma ponta de ironia:

            – A senhorita não me parece uma prisioneira desesperada. Muito pelo contrário. Aparenta estar bem à vontade. Eu tenho procurado tratá-la com o maior respeito possível, mas suas atitudes continuam hostis comigo. Eu, sim, é que poderia ter motivos para preocupar-me. Por que se resignou em deixar-se ficar, sem reação? Quem me garante que não é uma espiã?

            Indignada, em pé diante dele, Renata esbofeteou-o.

            Erik permaneceu impassível.

            Era a primeira vez que ambos se tocavam.

             Arrebatada, ela esbofeteou-o novamente, na outra face, e outra vez, mais outra, foi esbofeteando, alternando as faces, até que ele segurou-lhe firmemente o braço, dominando-a. Renata permaneceu hirta, encarando-o, colérica, principiando a chorar. No íntimo, esbofeteara-se a si mesma. Despejava sobre ele seu complexo de culpa por não conseguir controlar o que estava sentindo. Erik, com firmeza, olhando decidido para seu rosto, segurou-lhe o pulso com a mão direita, e falou, com um sorriso levemente irônico, enquanto enlaçava sua cintura com o outro braço:

– Quem agride um oficial merece punição...

À medida que pronunciava essas palavras Erik ia apertando Renata firmemente junto a seu corpo. Em vão a jovem tentava desvencilhar-se. Antes que ela pudesse balbuciar qualquer som, Erik beijou sua boca com um ímpeto arrebatador, surpreendendo-a e deixando-a completamente indefesa. Renata ainda tentou livrar-se de seus braços, mas ele a beijava com uma paixão desenfreada, ferindo-lhe os lábios, como a castigá-la pelas bofetadas, até que ela sentiu fugir-lhe as forças para reagir e, por instantes, entregou-se àquele momento mágico e tenso...

            Aos poucos, percebendo que Renata abandonara-se ao sabor daquele forte abraço e daquele beijo tão ardente, Erik foi retirando suavemente seus lábios dos dela, beijando-lhe a face, com ternura, acariciando-lhe os cabelos, enquanto Renata, quase desfalecida em seus braços, sentia escorrerem-lhe as lágrimas pela face, frustrada por revelar tanta fraqueza.

Erik, então, beijando-lhe as lágrimas no rosto, fitou-lhe profundamente os olhos, murmurando:

            – Perdoe-me... Foi um momento de fraqueza... Eu não tenho esse direito... Perdoe-me... Sabe... É esta maldita guerra... Mexe com nossos nervos, obriga-nos a fazer coisas...

             Dizendo isto, o Major delicadamente começou a liberá-la do abraço revelador, mas Renata terminou por soltar-se bruscamente de seus braços, soluçando:

– Como ousa?! Como ousa encostar essa maldita farda em mim?! 

Aos prantos, Renata correu para seus aposentos, subindo a escadaria, atordoada e atônita com a cena que vivenciara.

Pelos corredores, as sentinelas, posicionadas, imóveis, observavam a jovem passar celeremente, com olhares aparentementes frios...

            Erik permaneceu em pé, no centro do gabinete, por indefinidos minutos, sério, com os pensamentos em convulsão. Na vidraça da janela fechada, viu seu reflexo e olhou pausadamente para a farda que tanto repugnava Renata. Ele então desejou que a repulsa fosse apenas pelo uniforme militar - de significado tão sinistro – e não por sua pessoa, mas, no fundo, sabia que, enquanto a jovem o visse como um nazista, o repeliria, com certeza. Por algum tempo ficou ali, meditando, amaldiçoando a guerra – que detona e confunde mentes e corações – e, ao mesmo tempo, abençoando a oportunidade que o conflito lhe proporcionava – de conhecer Renata, essa alma especial que conseguia arrebatá-lo completamente e fazer a vida valer a pena em meio a tantas tragédias...

            Lá fora, o tempo piorava, como se acompanhasse o torvelinho de sentimentos que avassalava aquelas duas almas atormentadas...

* * *

            Renata precipitou-se por seu aposento, atirando-se sobre o leito, aos prantos. Sentia-se atordoada, ferida e, ao mesmo tempo, feliz, admitindo-o a contragosto, envolvida num torvelinho de sentimentos contraditórios.  O sabor dos lábios de Erik, a mágoa por suas insinuações, a força com que a envolveu em seus braços - tudo isso gravitava em seu ego, atormentando-a. Um leve estremecimento subia por seu corpo. Sentia ainda a pressão dos braços de Erik, firmes, a envolvê-la. A cena do beijo vinha-lhe à mente mais e mais... revivia cada instante, cada segundo, como a desejar repeti-lo indefinidamente.

            – E agora? O que vai acontecer agora? – indagava-se ela.


Resumo do romance Muito além do Pôr-do-sol, de Oriza Martins

páginas 1 - 2 - 3


 

 

Poemas Cristãos

Poemas de Amor em Espanhol

Poemas e Mensagens de Namoro Cristão

 

 

 

 

 

Dicas de poemas, por Autores:

 

Oriza Martins

Fernando Pessoa

Carlos Drummond

Maraína Bastos

Mírian Warttusch

 

Oriza Martins no

twitter

Textos: Coletânea de Oriza Martins

Poesia e amor na era da internet - meus livros e minhas páginas

 

Índice dos Gifs Animados do Portal de Emoções

 

 

 

 

 

 

 

 

Compare Produtos, Lojas e Preços
 

 

OFERTAS DO SUBMARINO

 

 

 

Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

 

Poesia, Paixão & Romance Online

 

 

 

 

Namoro na Internet, Mensagens de Carinho, Amor, Gifs Animados, Poemas Românticos Sensuais

Inglês Francês-Français Português Italiano Alemão-Deutsch Espanhol-Español
 

Copyright www.lovers-poems.com

Privacy

 

email